Negligenciados nos treinos, músculos do quadril são fundamentais para uma boa postura e biomecânica


Negligenciados nos treinos, músculos do quadril são fundamentais para uma boa postura e biomecânica

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Por Taissa Esteves

Em uma competição de triathlon, após o ciclismo, normalmente o atleta já está bastante desgastado e quase sempre esse cansaço acaba comprometendo a correta execução dos movimentos na corrida. Especialista em fisiologia do exercício e responsável pelo setor de Check-Up Esportivo do HCor de São Paulo (SP), Diego Leite de Barros comenta que isso ocorre quando o corpo não está bem preparado como um todo para o esforço, fazendo com que a postura e a biomecânica sejam prejudicadas. Embora muitas vezes negligenciados nos treinos, os músculos do quadril são fundamentais nessa função. Barros explica que eles contribuem de forma significativa não apenas para uma melhor performance, mas também para prevenir lesões na lombar, quadris e membros inferiores, de modo que não podem ficar de fora do programa de treinamento. Confira a seguir mais algumas orientações do educador físico da DLB Assessoria Esportiva sobre a importância desse trabalho específico.

VELOCIDADE

Junto à musculatura posterior da coxa, os músculos do quadril auxiliam na propulsão dos movimentos, ou seja, ajudam a impulsionar o corpo para a frente. Quanto maior a capacidade de propulsão, melhores serão os resultados em relação à velocidade na corrida. Deixar de exercitar a região de maneira adequada certamente acarretará uma considerável perda de performance.

ESTABILIDADE

Glúteos tonificados e com boa flexibilidade também colaboram para a estabilização dos músculos do quadril, o que torna a fase de aterrissagem das passadas mais eficiente e segura. Caso esses músculos estejam fragilizados, outras estruturas musculoesqueléticas passam a ser sobrecarregadas durante a corrida.

FLEXIBILIDADE

Sem o estímulo adequado, a musculatura dos quadris pode ficar encurtada, interferindo inclusive na sua pisada e limitando a amplitude dos passos. Isso pode levar a inflamações e lesões nos joelhos, nos tornozelos e na região lombar, por exemplo, além dos quadris.

NA PRÁTICA

O trabalho específico de flexibilidade e força para os músculos do quadril pode ser feito duas vezes por semana, sendo que o melhor é planejar um trabalho funcional, que inclua diferentes estímulos, como o de propriocepção. Se estiver distante do período pré-competição e o foco da preparação for o treinamento, podem ser programadas três sessões por semana. São recomendados exercícios como agachamento e levantamento terra. Outras boas alternativas são atividades que trabalham o equilíbrio muscular por meio do apoio em superfícies instáveis (propriocepção), utilizando acessórios como cama elástica ou bola de ginástica.

(Matéria publicada da revista VO2, edição #109 de Maio/Junho de 2015)

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