BlogMessengerStarkEspacoEmBrancoSimples
Quando abriram as inscrições para a Golden Four Asics de Fortaleza fui imediatamente fazer minha inscrição. Como ficar de fora da melhor prova de corrida do país? É uma honra Fortaleza ter sido escolhida. Fiz a inscrição e gerei o boleto. Na hora de pagar dei uma olhada na data da realização. Vi que seria exatamente no dia do concurso do TCE que já estava inscrito. Fiquei triste, mas a vida é feita de escolhas e resolvi seguir com o concurso. Minha inscrição foi cancelada. Os dias foram passando e os estudos eram poucos. Estava totalmente focado nos treinos para as competições do cearense de triathlon e para a Maratona do Rio. Quando decido uma coisa sou 100%. Não gosto de mais ou menos. Por esse motivo desisti de fazer o concurso e me voltei a todo custo conseguir me inscrever na Golden Four Asics. Praticamente por um mês deixei a página da inscrição aberta atualizando várias vezes ao dia. Na quinta feira, três dias antes da prova, já totalmente sem esperança nenhuma, ao voltar do trabalho as 17:45, fui pela última vez atualizar a página, e aquele link que teimava em aparecer em vermelho (esgotado), ficou verde com inscrição aberta. Arrepiei-me todo na hora e quase tremendo fiz a minha inscrição. Voltei para ver se ainda tinha inscrição e o link voltou ao vermelho. Acho que era apenas uma. Inacreditável. Muita sorte ou prêmio para a persistência? 🙂
 
No sábado fui pegar o kit. Uma expo que superou e muito a do Ironman. Palestras, produtos e personalizações. Organização perfeita na entrega do kit. Muita gente bonita e de fora. Nota 10.
 
No domingo meu brother Ricardo foi me pegar em casa me dando mais uma tranquilidade. Me deixou bem na largada e fui admirando aquele ambiente tomado por atletas de todas as partes. Fui falar com amigos e depois entrei na minha onda. Primeira vez que vejo ondas em paces funcionar. Tinha um fiscal na entrada verificando a numeração. Verifiquei que eles estavam usando pace men. Dois para cada tempo que definiram. Fui falar com os que estavam com o tempo em 1h34 (Dicson e João Martins). Esse era o tempo do meu recorde. Teria que fazer abaixo disso. Então falei para eles: – Vou tentar correr na frente de vocês a prova inteira. Preciso fazer 1h33. Se vocês chegarem em mim, por favor, gritem comigo, me acordem, façam qualquer coisa, mas não deixem que vocês me ultrapassem.
 
A largada foi exatamente na hora marcada. Largamos e me concentrei no ritmo que tinha que fazer em cada km até o fim, 4:25. Cada km tinha uma placa enorme com um cronômetro em cima marcando o tempo e o pace até aquele momento. Lembro de até o km 10 passar em todos com o pace de 4:22. Todos os pontos de hidratação com água e gatorade e na metade com gel. Percurso a favor do vento e com muita sombra. Tudo isso era favorável a você bater seu recorde. Estava super bem, mas o tempo todo olhava para o relógio e mantinha o pace perto do 4:25. Foco na minha meta, um passo de cada vez. A todo momento lembrava do meu irmão Ricardo me esperando na chegada. Essa prova era para ele e não podia decepcionar. Outra coisa que estava na minha cabeça era a medalha de ouro dos Top 100. Será que meu rítmo ia me mater entre os 100? Não fazia ideia de quantos estavam na minha frente. Chegando no km 18 estava com tempo final para chegar em 1h32. Dei um sorriso enorme apesar da dor. Todos sabem, no limite de cada um, o quão é difícil sustentar o seu máximo por tanto tempo seguido. Faltando 2km minha musculatura da coxa começa a doer enormemente. Em vez de diminuir, fiz o contrário. Aumentei o ritmo. Suportar a dor faz parte do processo. Entrei no Marina Park na casa de 1h32. Olhei para o horizonte em busca da chegada. Comecei a fazer os cálculos se dava para chegar em 1min. Entrei na casa de 1h33. Aumentei o ritmo, vi meu brother Ricardo na torcida, emoção total. Cruzei em 1:33:27. Poucas coisas no mundo te trás uma sensação tão boa quanto conseguir se superar, de atingir um objetivo. Depois de cruzar fui para uma banquinha onde tinha uma menina cadastrando meu chip e dando a medalha de ouro dos Top 100. Fiquei na posição 58. Um sonho realizado. Sem dúvida a melhor prova de corrida do país.
 
Como eu sempre digo: Se faz algo com amor e disciplina, não tem erro.
BlogMessengerStarkEspacoEmBrancoSimples
BlogMessengerStarkEspacoEmBrancoSimples

BlogMessengerStarkEspacoEmBrancoSimples