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A cada década que passa o ser humano consome menos alimento, porém de forma tão equivocada que o resultado é o aumento da obesidade.
O gasto energético nas últimas três décadas foi reduzido em torno de 300 calorias/dia para cada indivíduo sedentário em média. Nada mais equilibrado que imaginarmos uma redução da ingestão calórica de mesma proporção, porém, este ajuste não ocorreu de forma proporcional.
Nos dias atuais consumimos alimentos de preparação rápida, o que implica, na maioria das vezes, na utilização de técnicas igualmente rápidas de aquecimento dos mesmos. Assim, frituras de imersão (aquelas em que o alimento fica boiando no óleo quente – batata frita, pastel etc.), forno de microondas, dentre outras técnicas de preparação de alimentos, são utilizados indiscriminadamente para agilizar a preparação dos alimentos e muitas vezes adicionar calorias sem que ocorra ganho compatível em diversidade de nutrientes (carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas e minerais).
Ao combinarmos então redução do total de calorias gastas, com o aumento de calorias consumidas na alimentação, o resultado final desta conta é a epidemia de obesidade que tanto ouvimos falar e que acomete tanto os indivíduos independentemente de sua classe social. Paralelamente, consumimos maior quantidade de gordura nos alimentos e menor quantidade de carboidratos. Sabidamente os lipídios (gordura) possuem elevada capacidade de incorporação em gordura corporal, o que já não ocorre com os carboidratos presentes em massas, pães e cereais. A solução para esta equação é simples, porém depende de mudança no estilo de vida:
:: aproveitando oportunidades diárias como estacionar o carro um pouco mais distante; :: subir de escada em vez de escadas rolantes ou elevadores; :: realizar várias pequenas compras no supermercado a pé, ao invés de uma grande por mês ou semana de carro; :: realizar atividade física regularmente. Pelo menos três vezes por semana, caminhar, correr, andar, pedalar ou nadar); :: respeitar os horários das refeições, realizando-as sem interferências como TV, negócios etc; :: consumir mais alimentos cozidos e menos frituras; :: variar os alimentos, principalmente frutas e legumes.
Muitos, certamente, dirão: “Não tenho tempo para isso.” Para estes realmente ocorrerá falta de tempo, pois a expectativa de vida destas pessoas será menor.
Estímulos para mudanças de comportamento alimentar, de vida mais ativa e saudável têm sido adotados por empresas e órgãos governamentais, no entanto, incorporar essa mudança, depende de você.
Lembre-se: tempo é questão de prioridade.
Prof. Dr. Antonio Herbert Lancha Junior Coordenador Depto. Nutrição - PA Club
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