Destark Dezembro 2006 - Sergio


De repente 50 anos. Pânico inicialmente (como era de se esperar), insegurança, afinal passou tudo tão rápido! Após o primeiro susto, com a reflexão, a poeira baixa e vemos que a saúde física, mental e espiritual nunca faltou, trabalho e remuneração dignos também não, a assim, apesar de todas as intempéries da vida, a felicidade existe e aprendendo com o sofrimento o crescimento é inevitável.

O passado mais uma vez retorna e vemos o menino de 15 anos descobrindo, em plena adolescência no Rio de Janeiro, que a atividade física relaxa e produz a endorfina tão ou mais deliciosa que qualquer “baseado”, e assim nasce mais um fanático. Quando a Garota de Ipanema ainda era garota, e só existiam duas academias na zona sul (lá pelos idos de 1966), um grupo de malucos ia malhar todo dia na academia do Eitel Seixas (preparador físico do Flamengo na época). Depois de muito ferro e ginástica calistênica (perguntem à Tamara que ela sabe o que é), uma corridinha ida e volta até o fim do Leblon, e notem que ninguém conhecia o Dr. Kenneth Cooper ainda.

Como o tempo não para, a idade adulta sempre teima em chegar, e o compromisso pessoal de faculdade e profissão tem de ser cumprido, obviamente o ritmo diminuiu, mas nunca deixou de existir. Após a formatura Salvador (altas corridas na praia da Barra), retorno ao RJ e enfim o casamento (o primeiro), e finalmente São Paulo (1.981). O idílio (com a cidade e a primeira mulher) durou 18 anos, sem esquecer da descoberta da RUNNER (aeróbica, baixo impacto, Circuit Trainning com a doida da Cida Conti), e graças a essa doida maravilhosa a descoberta do trabalho físico sempre no limite, sem nunca superá-lo.

  

O então executivo da área de seguros, sempre ocupado e estressado um dia virou a mesa e decidiu ser feliz. Foi em maio de 1.999, com a cara e a coragem, estimulado por um grande amigo local, chegou a Fortaleza, para começar tudo de novo, só que agora preocupado muito mais em ser do que ter, sempre atento e fiel à atividade aeróbica. Na primeira semana de cidade, conheceu o casal Adolfo e Simone, que estavam trazendo o spinning para a Agitate do Circulo Militar, e lá se foi fissurado como sempre por uma boa sessão de pedal. Com o tempo sempre passando (infelizmente), foi obrigado a admitir a necessidade de fazer também a odiada musculação, e o caminho foi a Pump Tech (Abílio e Henrique), que deixou tanta saudade, mas proporcionou a descoberta da bike Schwinn, a oitava maravilha do mundo.

Nesta época, ficou sabendo também da Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar de 2.002, e entrou com uma galera numa equipe de 08 pessoas e aí aconteceu mais uma grande descoberta: o prazer de correr.

A primeira chegada foi trágica, para não dizer ridícula, mas o verme estava definitivamente instalado no organismo daquele coroa, que só não morreu na sua primeira competição porque acumulou um lastro bem razoável em seus 50 anos de vida.

Um dia viu um grupo na Av. Leste Oeste, com uma camiseta vermelha onde se lia STARK, e sentiu ali um clima de amizade e camaradagem que o levou a pensar logo: “ já, já vou estar aí”.

De fato em menos de um ano, um pouco melhor que na sua primeira corrida, fez uma nova e importante descoberta na sua vida de esportista – treino com técnica e acompanhamento especializado é fundamental para os viciados corredores, e até hoje, apesar de discreto a até certo ponto tímido, não abre mão de pelo menos três vezes na semana suar a camisa em boa companhia.

Ser o Destark de dezembro é importante porque permitiu a esse coroa metido a besta (como diz a sua mãe), abrir um pouco seu coração para os irmãos de vício. É importante também deixar com todos os amigos o pensamento de que se todos os habitantes deste planeta sentissem a vida como sentimos nos momentos de treinos e competições, o amor e o respeito pelo próximo certamente iriam imperar e nosso mundo ia ser muito melhor.

A todos vocês um Feliz Natal e que todos os objetivos traçados sejam alcançados em 2.007. A você Tâmara um agradecimento especial pela confirmação do ensinamento da Cida Conti, o trabalho físico deve sempre ser feito muito próximo ao seu limite, sem jamais abusar quando necessitar superá-lo.
Amo todos vocês.
Sergio

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