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A prática de esportes sempre fez parte da minha vida, digo esportes porque realmente muitos foram praticados: futebol de campo e salão, vôlei, futevôlei, handball, tênis de mesa, bicicross, skate, patins in line, bodyboard, surf e agora o triathlon.
Fui apresentado à corrida de rua em 2003 através de um convite para a maratona de revezamento Pão de Açúcar, tinha que correr 10 km e nunca tinha feito isso, mas para quem jogava 90 minutos de futebol e ainda pedia prorrogação, aqueles 10 km seriam moleza. Mas o que deveria ser somente uma corrida se transformou numa lenda que até hoje alguns amigos gostam de relembrar. Vamos aos fatos:
Na hora da corrida o tri atleta Roberto Brasil me acompanhou marcando o tempo por km, pois nem sabia que precisava controlar isso. Comecei com todo gás e o Brasil do meu lado disse no primeiro km: parabéns Luiz, 4’15” (hoje até faço essa média); segundo km: muito bom Luiz, 4’40”; terceiro km: Luiz, Luiz...cadê tu Luiz...hehehehe, pense num cara morto. Mas tinha que concluir aqueles eternos 10 km para que o Gilson corresse depois. A verdade sobre a corrida: tive muitas câimbras durante boa parte do percurso. A lenda: que completei a corrida de ambulância.
Depois disso percebi que corrida de rua é algo mais que calçar tênis e sair “correndo”, então iniciei os treinos na Stark em 2004, estava tudo indo muito bem até que torci o tornozelo no futebol e fiquei de molho por quase um ano, abandonei os treinos e continuei jogando. Até que, no começo de 2006 comprei uma mountain bike e comecei a pedalar aos finais de semana na 040, mas quando via a turma passando de speed ficava maluco; 3 meses depois a mountain bike virava speed e em outros 2 meses o upgrade para a atual bike numa viagem ao Canadá. Ali acabava o futebol, começava o triathlon e a conquista de novos amigos e parceiros de treinos, de volta à Stark na busca por um objetivo: o Ironman.
Aliás, esse foi um dos grandes aprendizados que o triathlon amadureceu em mim – a busca por objetivos – saber que ao final de quilômetros nadados, pedalados e corridos conquistamos um. Assim é a vida, cada passo que damos nos leva a algum lugar e ficar olhando para trás e remoendo o que passou é pura perda de tempo. Devemos sim, aprender com os quilômetros passados e não repetir no seguinte, sempre que preciso procurar ajuda dos amigos e família, lembra daquele treino em que não estava bem, então chega um amigo conversa um pouco e quando percebe completou o treino use isso no trabalho, em casa ou em qualquer ocasião, afinal amigos e família são para essas coisas.
E por falar em família, impossível não falar e agradecer ao apoio e companhia da Ellen em todas as provas, me motivando, muitas vezes me acordando para não perder treinos, cuidando da minha saúde e até virando noite em competições, que diga a Equipe 70.6 no Desafio 24h. Com todos esses cuidados ganhei medalhas e troféus, melhorei desempenho e aumentei performance, mas foi com uma simples frase dela há poucos dias que ganhei o maior prêmio da minha vida: ao escutar aquele “...estou grávida...” e chorar de alegria, claro! Agora as responsabilidades aumentam, mas tenho certeza que o triathlon ajudará muito nessa nova fase, através da disciplina e preparo físico. Desde já peço desculpas aos parceiros de planilha pelos treinos que faltarei com o maior prazer do mundo, porque a busca pelo Ironman foi substituída pelo Ironfather.
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