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Antes de qualquer coisa queria me apresentar, me chamo Luiz Henrique Saraiva Pontes, tenho 35 anos, sou administrador e trabalho na Otilia Jóias, uma empresa da minha família no comércio de Jóias. Sou casado e tenho dois filhos, Luiz Guilherme com 13 anos e minha paixão Ana Beatriz, com 6 anos.
Sempre pratiquei esportes, o futebol está na minha vida desde pequeno, os jogos na rua lá de casa, no colégio primário, a seleção do colégio Cearense Marista, campeonato cearense de clubes infanto-juvenil e muitos rachas, tudo estava ligado ao futebol, mas também gostava de outro esporte, surf na adolescência, tênis inclusive participando de campeonato cearense e outros era só convidar para um rachinha que eu estava dentro, mas jamais pensei que o vicio da corrida iria me pegar.
Casei cedo com 21 anos e tive de assumir toda responsabilidade de esposo, pai e micro-empresário, com isso, me faltava tempo para o exercício, então só restou o futebol aos sábados e com isso veio o peso a mais, de 62 kg quando casei aos 94 kg, péssima alimentação, cervejinha começando na quinta do caranguejo, uma vida completamente sedentária até que um dia dois fatos me fizeram cair na realidade. O primeiro estava na fila de um banco e uma senhora disse para o filho: - Filho fica ali atrás daquele gordinho (o gordinho era eu), e o outro foi uma foto minha e da minha esposa abraçado no aniversario do meu sobrinho, quase que ela não saía na foto por causa do meu bucho, depois desses fatos tomei duas atitudes, primeira coloquei a foto em uma porta retrato bem na sala da minha casa e disse para mim mesmo que iria mudar isso, a outra foi procurar um fisiologista para ter um acompanhamento de profissional, foi aí que tudo começou, o Dr. Flavio Henrique (Centiser) pediu para comprar um monitor cardíaco e comecei a andar na Beira Mar de acordo com a zona orientada, de repente um incompreensível prazer de correr tomou conta de mim e como fala a Tamara, virei um “rato de prova”.
  
Na verdade o meu maior prazer nas corridas é a busca do equilíbrio, da qualidade de vida, da sensação de liberdade e do desafio da superação, acho até que fiquei viciado em endofina, aprendo com cada desafio que o prazer de superá-los é sempre maior do que os confortos da desistência, pois é um esporte democrático onde uma senhora pode ganhar facilmente de um homem que poderia ser seu neto, nunca menosprezo ninguém , quando em uma corrida uma pessoa mais velha ou uma mulher passa por mim, acho aquilo uma coisa linda e ainda digo que quero chegar àquela idade correndo. Com isso, surgiram novos hábitos: aprendi a gostar (adorar) de uma bonita salada, dormir cedo e acordar mais cedo ainda e principalmente ter um temperamento mais light, mais equilibrado. Mas não vejo e não quero fazer desse meu lazer uma performance , esse negócio de tentar correr cada vez mais rápido e deixar de viver, não é a minha, continuo tomado minha cervejinha, batendo meu rachinha, mais com muito mais prazer em tudo que faço e com certeza devo isso à corrida.
Depois de correr minha primeira Meia Maratona de Fortaleza em 2005 para 2 horas e 36 minutos e muita cãibra e a minha primeira São Silvestre para 1 hora e 42 minutos, me sentia muito sozinho chegando ao ponto que não melhorava nada e foi aí que resolvi entrar em uma assessoria, então em março de 2006 entrei na Stark e desde então venho melhorando muito ao ponto de baixar para 2 horas e 6 minutos meu tempo na Meia do Rio desse ano, pode até ser um tempo alto para muitos, mais para mim está quase chegando ao ideal, pois como já falei o importante é superar a dificuldade de cada percurso de forma confortável sem tanto sofrimento.
Este ano também comecei a pedalar e é uma outra sensação de liberdade que comecei a me apaixonar, realmente não sei onde isso vai parar minha mulher às vezes diz que estou exagerando ou focado demais nas corridas, mais prefiro acreditar que estou na frente do tempo fazendo algo que dentro de muito pouco tempo vai ser quase uma obrigação das pessoas, pois nesse tempo de stress, e de alimentação fácil e ruim os problemas de saúde irão começar cada vez mais cedo.
Nesses 4 anos de corrida já estou com um quadro bem cheio de medalhas, pois já foram mais de 70 (Tamara acho que você tem razão, sou mesmo um rato de prova), com 5 Meias (3 de fortaleza e 2 do Rio), 2 São Silvestre, Corridas de Aventuras, o Desafio 24 horas (Categoria 12 horas) desse ano. Tenho um carinho especial com cada medalha, pois elas são lembranças da minha superação, crescimento e principalmente conquista. Com isso, acho que está chegando à hora de um desafio maior, que no meu caso é uma maratona e se meu joelho deixar, quero realizar esse sonho em janeiro de 2009 com uma viagem que uniria o meu sonho e um passeio com minha linda família. Mas enquanto janeiro de 2009 não chega, quero participar em 2008 de todas as provinhas locais e principalmente experimentar uma prova de triathlon.
Queria agradecer primeiramente a Deus, por tudo de bom que colocou na minha vida, é através das minhas corridinhas/pedaladas que converso (agradeço) muito com Ele. A todos da Stark (Regina, Laila, Dicson, João, Helano, Diogo e Tamara), pela escolha do meu nome como deStark, fiquei muito feliz e honrado de fazer parte dessa família de amigos que tem como objetivo maior o prazer de estar de bem consigo mesmo e a busca da conquista de uma vida com saúde. Ao Genésio (Mão-Santa) meu massagista que faz com que as dores desapareçam brincando, fique logo bom, pois precisamos muito de você. À Tânia, fisioterapeuta, à Ana Cristina nutricionista e a todos os amigos de corrida que passaram a fazer parte da minha vida nesses quase 2 anos de Stark e principalmente a minha maior incentivadora, a minha filha querida Ana Beatriz a minha companheira de todos os momentos e que ainda diz ,” pai quando eu crescer a equipe do Desafio 24 horas , vai ser eu , tu ,o Paulo e o Lucas” obrigado filha por você existir , eu te amo demais e um dia com certeza participaremos de muitas corridas juntos (esse é um grande sonho meu).
A todos vocês um Feliz Natal e que todos os objetivos traçados para 2008 sejam alcançados com muita paz e saúde.
Um grande abraço a todos Luiz Henrique Pontes
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