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Aos 17 anos eu já corria na nossa querida Beira Mar. Mas o tempo foi passando e veio formatura, casamento, 3 filhas e muita responsabilidade. Minha corridinha ficou literalmente para traz.
Naquela época não existia assessorias, ipods, frequencimetros, gel, amigas de treino, nem o orgulho da nossa camisa vermelha.
Aos 30 e poucos anos redescobri o prazer em correr. Tudo começou em um final de semana na serra em companhia do Michel e da Tamara, até então, apenas os pais da Michelle, amiguinha da minha filha Marília. Fomos fazer um passeio e o Michel virou para Tamara e disse: ”É tão estranho fazermos caminhada...” Naquela época eu confesso que não entendi aquela frase, mas hoje realmente eu também acho esquisito caminhar. A partir desse final de semana, eu dei adeus às caminhadas.
No começo, não foi nada fácil entrar no ritmo dos alunos da Stark. Eu só me senti realmente integrada quando completei o percurso do Beach Park. Foi genial! Só faltou a Musiquinha do Airton Sena no final. Só então percebi que poderia ir bem mais longe.
  
As amigas que fiz na Stark ao longo destes 2 anos é algo que me incentiva a sair da cama às 5:20 da manhã, no melhor do sono, diga-se de passagem. Os nossos 20 e poucos quilômetros semanais não são suficientes para tanta conversa. Eu não sabia que meus pulmões eram tão bons.
Cheguei recentemente da Meia Maratona do Rio, foi simplesmente emocionante. É algo que todos deveriam fazer pelos menos uma vez na vida. Esta foi a minha primeira Meia Maratona, mas com certeza não será a última.
Como todo bom atleta tenho meus objetivos. Correr 10 km em 1 hora? Participar da Maratona de Paris? Fazer a Meia do Rio em 01h49min? Não, nada disso. Eu quero mesmo é correr de Top!!
Beijos, Luciana.
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