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Enfim rompemos a barreira quase “himenal” dos 21km da Meia Maratona.
Foram anos de relacionamento apertado, daqueles de sala de estar ao lado dos pais e irmão mais novo! …Mas tinha que acontecer…
Após muitas tentativas frustradas eis que é chegada a hora.
A primeira tentativa de correr a Meia foi há cerca de 2 anos , ocasião em que tivemos os treinos interrompidos em função da nossa mudança para as terras de “além mar”, ora pois! pois! A segunda tentativa foi já em Portugal para Outubro de 2008, porém não consegui trocar um plantão no hospital , cuja data coincidira com a da corrida. Já que a esperança é a ultima que morre, fomos para a terceira!
Após um órfão período de treino, já que estávamos agora sem a presença da STARK, fizemos a inscrição para a Meia Maratona de Lisboa no início do ano. Cerca de uma semana antes da corrida a Marília sentiu fortes dores abdominais, tendo sido encaminhada para o hospital onde lhe foi indicado cirurgia de urgência. A doente ainda tentou negociar com o médico, sem que eu soubesse, uma nova data para a cirurgia, alegando que sentia-se bem e estávamos inscritos na Meia Maratona de Lisboa que aconteceria dentro de 3 dias, sendo assim porque não adiar a cirurgia, já que um dia a mais ou a menos não seria assim tão grave! É claro que foi descoberta, pois o colega logo veio me contar a sua intenção e seus planos foram por água abaixo, ou melhor, Meia Maratona abaixo!
Lá se foi mais uma tentativa!
Finalmente em junho resolvemos contactar a STARK para reiniciarmos os treinos, com o objectivo agora de correr uma MARATONA! Já que esta preparação inclui algumas Meia Maratonas…Era a nossa chance de concluir 21km!
Fizemos a inscrição na Meia Maratona de Portugal, conhecida como Corrida da Ponte, como parte do treino para a Maratona de Paris, em Abril de 2010.
Após 3 meses de treino, chegamos à semana da corrida. Inscrição feita, hotel reservado e uniforme da STARK novo em folha, a espera do grande momento…
Como marramos no Algarve, chegamos em Lisboa no sábado (um dia antes da prova) com muita expectativa e uma mala enorme, que minha mulher garantiu que só tinham géneros de primeira necessidade e nem era tão pesada assim!
Mal sabíamos que o teste de resistência começaria naquela tarde.
Ao chegarmos no hotel às 18hs, descobrimos que a reserva feita pela internet, não tinha sido repassada e por ser feriado neste final de semana e os hotéis estarem lotados, ficamos sem quarto.
A agencia responsável pela reserva nos mandou um funcionário que garantiu um alojamento na mesma região em poucos minutos. Já eram quase 22hs quando ele reaparece “com tudo resolvido” e dizendo que ficava a apenas 10min do local antes reservado. 10 minutos foi o que nós andamos com ele e a mala antes de pegarmos um táxi, que nos levou para uma espelunca em uma quase favela!
Foi só o tempo do carro parar que ouvimos, eu e o resto do bairro, a aquela voz que pra mim é inconfundivel:
-Reno, aqui eu não fico de jeito nenhum!
Depois de muita conversa, o taxista nos levou a uma pensão que por milagre ainda tinha vaga, a recepcionista nos conduziu a um cubículo quente e cheio de espelho que causava até vertigem, parecia um caleidoscópio.
Afinal era um motel disfarçado de pensão e sem ar condicionado!!!!!!! Conhecem a expressão não sei se é pra rir ou chorar? o desespero era tão grande que não conseguíamos parar de rir da desgraça, e o tempo passando…
Por volta da meia noite lembramos de um conhecido que trabalhava com agencia de turismo e ligamos na tentativa de encontrar um local decente e foi assim que 1h da manhã entramos finalmente em um quarto de hotel! Morrendo de fome e com um saco de pão que tínhamos comprado ali próximo.
No outro dia acordamos cedo, fomos de metrô para Estação Oriente de onde os onibus da organização levariam os atletas até a largada, que aconteceria no meia da ponte Vasco da Gama. A corrida estava marcada para às 10:30hs e o último ônibus sairia às 9hs. Apesar do ocorrido, estávamos bem dispostos e muito animados para realizar a corrida. Agora nada poderia dar errado, já estávamos no meio da ponte (a menos que ela desabasse) a espera da largada.
A prova foi muito bem organizada e animada em todo o percurso com bandas de rock e um excelente suporte de apoio com posto de água, isotônico, frutas e assim conseguimos finalmente iniciar e concluir os 21 km!
Agradecemos o apoio da equipe da Stark: Tamara, Rafael, Regina e sempre lembrado Heleno. Que foram indispensável para que concluíssemos este desafio.
Aproveitamos a oportunidade para mandar um grande abraço a todos os amigos da STARK, sempre estão presente em nossas boas lembranças!!
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