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A semelhança com o célebre “Penso, logo existo” de Renee Descartes não é coincidência, é intencional. A conclusão do matemático parece ser lógica e mais que isso, acredito que seja mesmo uma conseqüência natural do pensamento do inventor do plano cartesiano.
Cheguei à conclusão do título acima quando fiz um paralelo entre minha caminhada espiritual e a minha vida pessoal. Antes de me tornar um corredor, refleti que como somos corpo e alma devíamos alimentar nosso corpo e também nossa alma. Ou seja, se todos os dias alimentarmos o nosso corpo, também devemos alimentar nossa alma.
Mais que isso quando me perguntavam sobre o porquê de vivermos algumas coisas que a Bíblia nos fala como o jejum, o oferecer a outra faca, a castidade, o dever de amar nossos inimigos entre outros questionamentos, eu sempre respondia dizendo que isso servia como um exercício para nossa alma. Explicava que a renuncia, a humildade, a abstinência, o perdão quando exercitados geram frutos maravilhosas na nossa alma, nos trazendo paz interior, equilíbrio e serenidade.
Num de meus momentos de meditação vi que se somos corpo e alma e eu compreendia a importância de exercitar minha alma eu deveria de igual maneira exercitar o meu corpo, ou seja, estava fazendo o pecado inverso de muitas pessoas que só exercitam o corpo e se esquecem de exercitar a alma. Eu devia então me preocupar de cuidar do meu corpo com o mesmo carinho e dedicação que tenho pela minha alma. Nessa época eu pesava mais de 150kgs, daí nasceu o “CREIO, LOGO CORRO”, que vem dessa compreensão do TODO que somos e do cuidado que devemos ter tanto com o nosso corpo como também com nossa alma!!
Grande abraço
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