Autor: Dra. Mariana I. B. Penatti
Ilustração do artigo

Muito se fala na necessidade de combater os radicais livres em nosso organismo, que são substâncias capazes de causar danos irreparáveis às células e que aumentam os riscos de doenças degenerativas como o câncer e envelhecimento precoce. Em certos níveis eles são indispensáveis, porém o excesso em sua produção ou diminuição dos agentes combatentes (antioxidantes) podem gerar o Estresse Oxidativo, responsáveis por tais danos fisiológicos.

Eles são formados através de substâncias naturais do nosso organismo que sofrem ação continua de fatores externos como exposição à luz solar, ao ozônio, fumo, álcool, estresse, alto consumo de gorduras saturadas (frituras, embutidos, etc.) e outro poluentes ambientais. Quanto mais uma pessoa fica exposta a esses fatores externos, maior a quantidade de radicais livres que se acumulam em seu corpo, podendo causar envelhecimento precoce, doenças cardíacas, doenças pulmonares, câncer, infarto do miocárdio e alguns tipos de anemia.

Na atividade física, essa produção também pode ser aumentada durante e depois do exercício, devido a demanda aumentada de oxigênio, principalmente em esportes de resistência, aumentando riscos de lesões musculares, fadiga e baixa no sistema imunológico.

As substancias antioxidantes são capazes de combater a ação dos radicais livres e inibir a oxidação celular. Tais nutrientes são encontrados com facilidade em diversos alimentos e agem como protetores das nossas células, impedindo reações químicas iniciadas pelos radicais livres.

Segue alguns exemplos:

  • Vitamina C: resposta imune e auxílio absorção das vitaminas A e E (frutas cítricas, vegetais verdes escuros);
  • Vitamina E: eficiência em altas concentrações de O2 (gérmen de trigo, abacate, amêndoas, gemas de ovo, nozes);
  • Selênio: resposta imune, prevenção de câncer, artrites e doenças cardiovasculares (castanha do Pará, frutos do mar, carnes e aves, fígado);
  • Beta-caroteno: convertido em retinol, protege dos danos dos raios UVA e UVB e essencial para visão (tomate, batata doce, cenoura, abacaxi, espinafre, damasco);
  • Zinco: melhora sistema imune e auxilia metabolismo proteico (carnes, aves e peixes, leites, cereais integrais, leguminosas);
  • Flavonoides: auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares e inibição de hormônios precursores do câncer (chá verde, uvas, frutas cítricas);
  • Ômega 3: primordial no metabolismo de gorduras e produção energética (alimentos marinhos, óleo de canola, linhaça nozes e peixes);
  • Isoflavonas: combatem enzimas cancerígenas e evitam acúmulo de estrogênio (soja).

Fica cada vez mais ressaltado a importância de uma alimentação equilibrada, rica em verduras, legumes e frutas e um consumo mínimo semanal de peixes.

A suplementação das mesmas, faz-se necessária a partir de realização de exames e um acompanhamento de profissional especializado. Por vezes, seu corpo já possui quantidades ideias desses nutrientes e o excesso pode causar efeito contrário, ou seja, aumentar a oxidação.

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Apoio bibliográfico:

  • Exercise-induced oxidative stress and dietary antioxidants (Asian J Sports Med / Mar – 2015)
  • Impact of Dietary Antioxidants on Sport Performance: A Review (Sports Med / Mar – 2015)
  • Antioxidant vitamin intake and mortality: the Leisure World Cohort Study (Am J Epidemiol / Jan 2015)
  • Change in dietary intake of adults with intermittent claudication undergoing a supervised exercise program and compared to matched controls (Nutr J / Out 2014)
Dra. Mariana I. B. Penatti Nutricionista / CRN 3 – 26.444
Especialista em Bases Metabólicas e Fisiológicas na Ativ. Física e Nutrição (USP)
Especialista em Fisiologia do Exercício Aplicada à Clínica (UNIFESP)
Pós-graduanda em Nutrição Aplicada ao Esporte (USP)

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Fonte: treinoonline.com.br