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A musculação, na medida certa, protege as articulações, torna a corrida mais rápida e ainda ajuda a modelar as curvas do corpo.
Mulher que corre durante a semana e faz um treino longo aos sábados tem na academia de ginástica um poderoso aliado para ganhar saúde, melhorar a silhueta e aumentar e desempenho nas pistas: o conjunto de aparelhos de musculação. Com o avanço da idade, torna-se quase obrigatório.
Usar os exercícios de força e estabilidade fortalece a musculatura principal, os membros inferiores e superiores e, de quebra, ainda modela o corpo.
O fortalecimento muscular, explica o gerente de musculação da academia Companhia Athletica, Felipe Manoel, 27, pós-graduado em musculação e exercício físico pela UNIFMU, pode ser feito de duas a quatro vezes por semana, com intensidade nunca superior à capacidade de realização de força da corredora.
"É importante que exista um equilíbrio e uma programação entre os treinamentos específicos da corrida e os treinos de musculação, pois são atividades que irão 'caminhar' em conjunto", diz o professor. Um desequilíbrio pode gerar complicações e até overtraining.
É para manter o equilíbrio que a professora de educação física Andréa Apolônia, 34, intercala três sessões semanais de musculação com os treinos de corrida. Mas nem sempre foi assim. Apesar de trabalhar com exercícios e até dar aulas de corrida, foi após a segunda maratona e um princípio de hérnia na coluna lombar que ela aderiu aos treinos de musculação. "Comecei a sentir dores a ponto de interromper os treinos. Achei que não aconteceria comigo, que estudo e incentivo meus alunos a fazer musculação."
Após o resultado do exame de ressonância magnética que indicou o problema, Andréa começou a alternar a corrida com sessões de 50 minutos de musculação e exercícios de estabilidade e propriocepção, no início de 2006. "Desde então não sinto dor e meu desempenho melhorou", afirma.
Músculos blindam articulações Além do benefício fisiológico, o treino de força ajuda a evitar lesões, entorses e tendinites. Como não existe um exercício de fortalecimento para as articulações, a solução é ter músculos fortes para absorver parte do impacto da corrida. "Em uma passada, as articulações recebem de quatro a seis vezes o peso do corpo. Com músculos fortes, essa absorção é minimizada", afirma Dan Oizerovici, ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein.
Diferentemente dos ossos, que se fortalecem a cada microtrauma causado pelo impacto, não há como fortalecer cartilagens e articulações. Por isso, quem corre deve focar em exercícios para o grupo muscular paravertebral, abdominal, tronco – para o fortalecimento da coluna –, além dos membros inferiores.
Algumas considerações devem ser levadas em conta, visto que a maioria das mulheres quer aumentar o tamanho dos músculos, mas sem parecer que está gordinha ou inchada.
Por isso, o trabalho muscular como complemento para a corrida deve ser feito em um número maior de repetições – entre 12 e 20 – e um intervalo menor entre as séries – de 30 a 45 segundos. O objetivo é aumentar a resistência muscular localizada, além de priorizar exercícios que se aproximem ao máximo do gesto motor da corrida.
"Esse tipo de estímulo acaba proporcionando à atleta uma diminuição do percentual de gordura corporal, em função do número de repetições e do tempo de estímulo, contribuindo assim para uma melhora na definição muscular, mas sem aumento de circunferência", diz o professor Manoel.
Treino diferente do dos homens A mulher tem baixo nível de testosterona, portanto tem menos força e um ganho muscular menor e mais lento que o do homem. Logo, necessariamente o treino delas deve ser diferente do deles. "Homem quer ficar forte e grande, principalmente no peitoral e braços. E as mulheres querem afinar os braços e engrossar as pernas", explica Manoel. Ou seja, a mulher deve ser sempre cargas menores.
Por Nanna Pretto Artigo extraído de revistao2.com.br
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