Destark Dezembro 2009 - Vladia Freitas


A corrida de rua entrou na minha vida lentamente em 2007, com participações sem treinos prévios na corrida de revezamento do Pão de Açúcar e da Unimed Fortaleza (ambas com percurso de 5 km).

De fato, correr sem treinos é desconhecer que uma atividade física que depende do seu esforço e da sua dedicação para bons resultados, poderia ser realizada como uma brincadeira. Aprendi nesses eventos que a corrida é coisa séria e que o corredor precisa de segurança, não podendo colocar seu corpo à prova sem um preparo adequado.

Como médica anestesista que trabalha aliviando a dor de tantos pacientes, percebi que estava colocando em meu corpo a dor da falta de treinos e de uma preparação adequada. Como uma profissional da área da saúde, percebi que precisava ser mais cuidadosa e levar mais “a sério” a vontade de correr.

Foi então que em 2008, através da Carina Leite, uma amiga já “starkiana” que descrevia a Stark como a “melhor assessoria de corrida com a sua camisa vermelha e sua estrutura nas provas”, resolvi entrar no mundo dos treinos.

No início me sentia meio fora do contexto, pois tudo era novo para mim: L1, L2, L3, pace, etc. Na verdade, eu nem consultava minhas planilhas, pois queria sentir como meu corpo ia “se moldando a tudo aquilo”.

Um marco na minha vida de corredora foi participar da Maratona de Porto Alegre neste ano de 2009, fazendo o percurso de 10 km. Isto me fez vestir a camisa Stark com mais vontade e passei a perceber que eu pertencia de fato a aquele grupo de corredores de rua. Nessa prova tive a oportunidade de conviver com corredores do mundo todo no hotel onde estávamos hospedados, e eles em sua maioria, iam correr a Maratona. Quando me perguntavam se eu estava preparada, achando que eu iria correr os 42 km, eu dizia que sim, afinal meus 10 km eram a minha maratona “tchê”!

Passei então a frequentar os treinos com mais seriedade e as planilhas se tornaram parte do meu dia a dia. Minha meta era correr a meia maratona do Rio de Janeiro ainda esse ano.

Vieram os “longões” de 10, 14 e 16 km. Percebi então que a coisa era mais difícil do que eu pensava e agregar tudo aquilo à minha vida de plantões, cirurgias e minha vida pessoal não era coisa fácil, mas eu estava determinada e disposta a atingir meu objetivo de “corredora”.

Tornei-me a típica corredora: queria dormir cedo na sexta-feira e não tomar bebida alcoólica ao sair para jantar, pensando apenas no treino no dia seguinte.

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Chegou então a tão esperada Meia Maratona do Rio de Janeiro!

Eu só tomava suco de melancia e nada de álcool ou de dormir tarde! Minhas companheiras de viagem (Carina e Raquel) já não me aguentavam mais. Na véspera da prova sonhei que tinha dormido até tarde e perdido a largada. Acordei de um grande pesadelo, pois meu sonho de correr os 21 km ainda era realidade.

No dia da prova, durante o café da manhã, tudo que os corredores mais experientes comiam eu fazia igual, afinal tinha que dá certo!

Chegou à hora!

Larguei, procurei correr sozinha no meu ritmo e a cada quilômetro vencido aquela sensação de superação me invadia. O visual da cidade onde eu já tinha vivido momentos felizes com minha família ajudava bastante. Tinha que ser ali...

Chegar ao final da prova foi uma grande sensação de conquista! Vi naquele momento o quanto os treinos e a alimentação são importantes, mas a nossa cabeça tem uma força tão potente quanto o nosso corpo. DEU CERTO!

A corrida trouxe para minha vida pessoal grandes ensinamentos. O maior deles foi desistir jamais e ser determinada. Aprendi também, que não devemos colocar nosso corpo em situações além do limite. É preciso perceber o que se pode fazer. Não precisamos copiar ninguém, apenas ser do nosso jeito.

Sonhe com suas metas, pois o céu é o limite e a cada chegada COMEMORE, afinal a vida tem muito o que se comemorar.

Não precisamos chegar à frente, mas simplesmente chegar bem... Quero declarar minha meta: correr o resto da minha vida com muita saúde!

Agradeço à Stark por sua organização e trabalho profissional. Ao Rafael, Juliana, Tamara e Helano, meu obrigada. Muito obrigada às minhas amigas Carina Leite e Raquel Arrais (grande incentivadora), e a todas que me dão o prazer de dividir seus treinos comigo, tornando mais leve o correr e o VIVER!

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