Destark Março 2011 - Marcelo Roseno


Confesso, de logo, minhas surpresa e alegria pelo convite para figurar neste espaço. Não pelos mais de três anos ininterruptos de “casa”, mas sim pelo fato de que ao longo desse período tenho buscado ser um atleta disciplinado, e não mais.

Assim, longe de pretender correr pressionado pelo cronômetro, na perspectiva de baixar tempos, ou de aumentar distâncias em curto período de treinamento, o meu principal objetivo tem sido o de desenvolver uma atividade física com habitualidade, melhorar a qualidade de vida e não me privar daquilo que gosto. Encaro o convite, portanto, como uma forma de “destarkar” corredores quase anônimos, cujos objetivos em relação à corrida são mais a persistência e longevidade, e menos o relógio e os sacrifícios. Penso que poderíamos chamar esse grupo, no qual me incluo, de corredores “a longo prazo”.

E aí vai um pouco dessa história: tenho me dedicado à corrida de rua desde 2007, inicialmente por conta própria, e depois com o apoio da STARK, onde ingressei por indicação do cunhado Eugênio Porto. A “vida pregressa”, como ocorre com muitos que ocuparam este espaço com seus relatos, revelava sedentarismo, sobrepeso, má alimentação e complicações com a pressão arterial.

Os méritos da dedicação continuada ao esporte durante a vida escolar (era atleta de handebol do Colégio Cearense, com passagens pela seleção juvenil e com um título de campeão cearense adulto) há muito tinham ficado para trás. A entrada na Universidade e a atividade profissional que se seguiu - com o compromisso de percorrer várias cidades do interior –, acabaram significando o afastamento da prática desportiva.

A corrida de rua apresentou-se, portanto, como uma alternativa para alcançar qualidade de vida, mas também quase que como uma imposição para recuperar a saúde e tentar me reaproximar da prática de esportes e do gosto por encarar e vencer desafios.

Desde então, já se vão mais de quatro anos em que os treinos passaram a fazer parte do cotidiano e deixaram de ser encarados como uma “rotina”, vindo a integrar o meu cenário de vida, e com eles muitos benefícios para o corpo e para a mente. De igual modo, muitas corridas vieram, e, se inicialmente não ultrapassavam os 10 km, têm ficado mais longas. Em 2009, tive a oportunidade de participar de duas meia-maratonas (a de Fortaleza e a do Rio); já em 2010, outras duas (novamente no Rio e a do Sol Poente, no Cumbuco). A sensação indescritível de cruzar a linha de chegada impulsiona a busca por novas conquistas.

Para 2011, os desafios que se postam são encarar outras duas meias, uma em cada semestre, a cujos treinamentos tenho me dedicado (ainda que sob chuva forte); e, quem sabe, encarar uma maratona, desafio que tenho postergado, mas que não descarto, notadamente pelo incentivo dos companheiros.

Agradeço a todos os que fazem a STARK, especialmente Julyana, Helano, Luciano, e aproveito a oportunidade para enaltecer a dedicação que Carol e Bebeto têm demonstrado em levar adiante o trabalho da Tamara. Para os que acompanhamos as indefinições do ano passado, é prazeroso conviver novamente com treinos concorridos, alegres e acolhermos novos alunos e professores. Todos vibramos em perceber que a STARK resgata a autoestima.

A todos os amigos com tenho dividido treinos e corridas nos últimos anos, dedico uma especial saudação. Mesmo sabendo que a memória poderá trair, pelo que de logo me penitencio, gostaria de agradecer a companhia de tantos fraternos companheiros como Eugênio, Haron, Gladson, Ximenes, Caíca, Lula, Régis, os Serginhos (Mendes e Benevides) e Pedro Emílio, que anda sumido; aos “Morcegões” (que me deram o prazer de integrar essa confraria de hábitos difíceis de serem entendidos por “pessoas normais”, como o de varar madrugadas, desbravando as ruas da Cidade): Zivaldo, Daniel, Flávia, Tito, Diogão, Fabiano, Luisinho, Paulo Afonso, Giovano, Fábio, Wander, Edgy, Márcio, Fabrício, Tarcísio, Enéas e Claudener.

A todos o meu abraço e até os próximos desafios.

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