Destark Abril 2011 - Flavia Aragão


Quero agradecer o convite feito pela Ju para ser destark desse mês e confessar que na hora pensei: “é muita responsabilidade”, porque adoro ler, mas daí a imaginar que corredor também tem que escrever (de surpresa, para ontem), não achei que fosse fácil.

De qualquer forma, se estou aqui, lá vai... ajoelhou tem que rezar!

Comecei a correr há quase 5 anos em outra assessoria, mas sempre estive pela Stark, já que o Daniel insistia em me levar para os treinos aos sábados. Então, meio que por acaso e sem saber, já era considerada quase “starkiana”. Uma vez fiquei sem inscrição para a corrida do Pão de Açúcar e o Daniel tentou fazer através da Stark e a Regina disse: “A Flavinha? Claro, ela já é quase da Stark”.

Então há um ano e poucos estou aqui e desde que comecei a correr já fiz várias corridas, muitos treinos, diversos amigos, uma porção de dores, uma coleção de medalhas (ainda inacabada) e algumas viagens. E desde que entrei, sem querer, discretamente, muito falante que sou, fui fazendo parte do grupo dos morcegões, grupo seleto, de gente amiga (apesar da delicadeza com que se falam/brincam) que se preocupa, se ajuda, dá força, não desanima e estimula seus integrantes a buscar sempre novos desafios e não parar.

Bom, vou falar um pouco de mim, sou casada há 15 anos com o Daniel, morcegão também e é ele que me “empurra” para correr, quando muitas vezes a preguiça não quer deixar e briga quando faço corpo mole no meio do treino, me fazendo criar vergonha na cara e seguir. É o nosso estímulo para cada dia de treino e corrida, que fica inconformado quando perde um treino e está sempre buscando corridas fora para fazermos com a turma. Tenho 36 anos, sou terapeuta ocupacional e mãe de dois meninos lindos, Danielzinho (que já é Danielzão) e Bruno que aqui, acolá faz às vezes de mascote da Stark.

Acho que a corrida não é só um esporte que se pratica para ter uma vida mais saudável, desestressar e evitar o sedentarismo, mas também um local para fazer boas amizades, para se confraternizar, pois cada corrida para mim é uma festa de gente alegre, bonita, com clima de harmonia e alto astral. E dentre todas as festas que já fui, uma das mais recentes da qual participei e adorei de uma forma indescritível de se dizer, pelas pessoas que participaram (desde o apoio até todos os corredores), a organização, planejada com todo cuidado, pensando em cada detalhe (segurança, alimentação, paradas, pace, companheirismo, café da manhã, fotos), foi a Corrida da Fé, uma corrida de provação mesmo, de solidariedade entre os integrantes, emocionante do início ao fim com direito a choro, abraços suados, “Pai Nosso” de mãos dadas e bênção. Um momento em que todos pareciam ter o mesmo sentimento de vitória e superação.

E para esse ano, depois de uma certa separação entre alguns morcegões, que durante um breve período se intitularão Falcões (eu farei parte dessa nova espécime voadora), nos reuniremos novamente para de volta ao grupo, treinarmos para a primeira maratona de alguns, incluindo a minha que após 6 meias, vou buscá-la como um novo desafio, em outubro.

E é isso.

Acho que já deu, né Ju?

Agradeço a todos que fazem a Stark, Carol, Juliana, Helano..., os novos professores que se empenham para nos deixar confortáveis e a todos os corredores, em especial os morcegões, pela força e companheirismo.

Grande abraço

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