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A corrida começou a fazer parte da nossa vida, há quinze anos... Embora eu e Claudio não nos conhecêssemos nessa época, nossas histórias são incrivelmente semelhantes. Inicialmente, buscamos a caminhada e nosso objetivo era ter uma vida mais saudável e, obviamente, perder uns quilinhos. De cara, o primeiro desafio: acordar cedo! Fiquei surpresa logo no primeiro dia de “Cooper” ao constatar que Fortaleza já estava em peso ás seis da manhã na Beira Mar (em 1996!). Iniciamos nossa “caminhada” dos 6 km, todos os dias, sem descanso nem mesmo aos domingos. Aproveitávamos o amplo espaço ao ar livre do local para os alongamentos (cada um do seu jeito) e, de quebra, para fazer amizades com pessoas que tinham o mesmo hobby. Nessa época já se ouvia falar dos benefícios da “caminhada rápida” e das vantagens desse tipo de atividade física.
Claudio era um daqueles que caminhava rápido, sem querer papo com ninguém e sempre muito disciplinado (rsrsrs). Quanto a mim, aprendi rápido a gostar da conversa com os amigos e da troca de idéias com os atletas da beira-mar: ciclistas, coopistas, tenistas e nadadores- no famoso Ponto do Guaraná.
Com o passar do tempo, surgiu, como se o próprio corpo exigisse, uma meta maior: levantar os pés do chão, vencer a lei da gravidade e... Correr! Os amigos do calçadão sentiram minha falta: meu lugar agora era o asfalto!
Recomendaram-me o médico desportista para o teste de esteira e saí do consultório direto para comprar meu primeiro “polar”. Com o médico desportista, aprendi também o segredo da alimentação balanceada e ganhei minha primeira planilha de treinos.
Quanto ao Claudio, este descobrira antes de mim, a sensação boa que vem com a corrida, o prazer da endorfina que alivia a dor muscular e proporciona uma alegria indescritível e, por que não dizer, vicia.
Foi nesse contexto que eu e Claudio nos conhecemos e passamos a integrar um grupo de pessoas com o mesmo foco e assim começaram os longões de final de semana. Logo vieram as competições do SESC, Unifor e Correios (eram raras e com pouca infra-estrutura).
Os que treinavam mais forte descobriram a Meia Maratona do Rio de Janeiro e lá estava o Claudio entre eles. De volta à Fortaleza, exibiam as medalhas e o fabuloso tempo: 21 km, em 1 hora e 50 minutos! Fiquei contagiada com o sucesso desses amigos e comecei a treinar para fazer também uma meia maratona.
Descobri no Claudinho, como assim o chamava, o melhor companheiro, o melhor amigo, o maior incentivador e descobri mais tarde o “meu grande amor”. Com ele por perto eu sentia a segurança que precisava para terminar os treinos mais longos, pois nunca me deixava sozinha, nem me deixava faltar água e procurava me distrair nos momentos mais difíceis da corrida.
Desnecessário falar que completei minha primeira meia maratona no Rio de Janeiro com o Claudio. Chegamos de mãos dadas e eu chorava feita criança! Imaginem! Meu treino mais longo, antes da meia, havia sido de 12 km...!
E foi ao Claudio que eu dediquei a primeira vitória, a segunda, a terceira, a quarta, enfim, sempre agradeço ao meu amor, ao final de cada competição. Nos treinos, ainda hoje, além de ganhar um beijo o escuto dizer: “parabéns, amor!”, “Você ta muito bem!”, “Sinto orgulho de você!”. Sei que ás vezes dou trabalho a ele, como por exemplo, na Meia Maratona de Fortaleza de 2009, na altura do km18, eu quis desistir e ganhei de pronto um belo presente (uma roupa nova) para chegar até o km 21! Nosso amor é assim, feito dessas trocas... ♥
Estamos casados desde 2003 e a corrida continua fazendo parte da nossa vida, como algo essencial, objetivo que nos une que nos faz ir pra cama no mesmo horário e acordar juntos no dia seguinte para ir treinar. A corrida nos encorajou ainda a terminar um novo curso superior e nos desafios da vida sempre dizemos um ao outro: “quem consegue correr 21 km no sol quente, consegue tudo!” Ah! Gostamos muito de viajar e aprendemos o quanto é bom “correr pelo mundo”.
Temos seis filhos. Isso mesmo! Numa segunda matéria, conto o segredo. Erick(30), Rui(28), Davi(25), Vítor(24), Bia (21) e Marina(18). Todos eles são nossos fãs, mas não conseguem fazer o que “papai e mamãe fazem” durante as corridas... Quem sabe um dia.
Há menos de um ano, resolvemos buscar algo novo: uma Assessoria Esportiva. Depois de muita observação, escolhemos a STARK. Gostamos do ponto STARK, do astral do lugar, do visual que nos oferece do mar, das pedras, dos coqueiros, enfim, para nós o PONTO STARK é o mais romântico e inspirador da beira-mar. Segundo, percebemos que a STARK é formada por atletas aguerridos (assim como nós... rsrsrs) e a cor da camisa da equipe STARK, o vermelho da “fúria espanhola”, também nos chamou a atenção. A turma logo nos apelidou de “o casal” e nos sentimos em casa. Ganhamos muitos amigos que nos desafiam nos treinos do dia a dia e já podemos dizer que melhoramos nossa performance.
Hoje, ao sermos reconhecidos com o título de CASAL DESTARK, queremos agradecer pelo carinho, cuidados e atenção de todos que fazem a equipe STARK e nesse Mês dos Namorados um abraço especial aos casais atletas que fazem o nosso time.
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