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Após falar com Tamara sobre a viagem que realizei para a Chapada Diamantina, recebí da mesma, a proposta de escrever um breve relato de minha experiência, para que fosse divulgado no site da Stark e enviado para os alunos, aí vai.
Opção para Semana Santa?
Após as primeiras experiências com trilhas na serra de Pacatuba, Maranguape, Ubajara e por último no Parque Nacional Aparados da Serra (RS), percebí que havia sido contagiado pelo ecoturismo. Acostumado que era a só realizar turismo urbano cercado de conforto e facilidades, confesso que foi uma mudança enorme na maneira de encarar umas férias ou mesmo um feriado prolongado.
Planejando em como e aonde gastar bem alguns dias no início de fevereiro, nos veio a idéia de conhecer a Chapada Diamantina e após pesquisa em sites e revistas de viagem, de repente me ví a caminho da Chapada no interior da Bahia.Viajando em camionete 4x4 e dispostos a não depender dos pacotes e transporte oferecidos pelas agências de turismo, o rumo era sul.
Numa viagem de cerca de 1.800km realizada em dois dias com pernoite em Petrolina (PE) (não deixe de ir ao Bodódromo e as vinículas Miolo e Rio Sol), chegamos a Lençois, a cidade "base" para as trilhas e passeios na Chapada.
Lençois é tombada pelo Patrimonio Histórico Nacional, desde os edifícios até o calçamento das ruas.Com arquitetura dos anos mil e oitocentos, foi edificada à partir de um arraial que se desenvolveu com a mesma rapidez com que eram encontrados os diamantes no aluvião de seus riachos e rios, até se tornar à sua época, tão importante quanto a capital Salvador, Ouro Prêto ou Rio de Janeiro.
Com muitas pousadas, bares e restaurantes de várias tendências e com uma população acostumada com turistas de todo mundo, Lençois não perde seu espaço de base da chapada nem mesmo para Mucugê ou Palmeiras, cidades também cheias de história e charme,alí paradas no tempo, mas que servem também de apoio para várias outras trilhas.
   Cachoeira da Fumaça (a mais conhecida) , do Buracão (a mais exótica), do Sossego, do escorrega (Ribeirão do Meio), Primavera, poço Halley, morro do Pai Inácio, do Camelo,Morrão,assim como as grutas e cavernas, ahhh essas grutas e cavernas ,são o ponto alto da viagem, gruta da Lapa Doce ( a maior), Lapa do Sol(com inscrições primitivas), Torrinha (com espeleotemas únicos no mundo) , gruta Azul (linda), Poço Encantado (é encantadora mesmo), da Pratinha (com possibilidade de mergulho com máscara) , Buraco do Cão dentre outras. E as trilhas? do Vale do Patí (considerada a terceira trilha mais bela do mundo), trilha do Lençois/Capão, Igatú/Andaraí e por aí vai.
Após iniciar todos os dias com nosso guia local às 8.30hs ,só voltávamos as 19Hs Completamente exaustos fisicamente, mas com o espírito super leve.Talvez pela vitória que é conseguir superar os obstáculos, os próprios limites e poder voltar a cada fim de tarde e relembrar nos bares e restaurantes da "civilização" todo o trajeto, talvez pelos suspiros de encanto diante de cada beleza que a natureza alí aprontou.Tudo ,sem contar as fotos, pacientemente repassadas uma a uma no visor da camera digital.
Sem perceber, passaram-se 8 dias na Chapada, hora de voltar, e por que não pelo litoral?Praia do Forte(BA), Mangue Seco (BA),Penedo , Barra de São Miguel e Japaratinga (AL) ,Porto de Galinhas(PE) e um ponto final na familiar Praia da Pipa(RN).
Tudo foi ótimo, como muitas vezes as coisas simples são, mas na experiência adquirida, na recordação de belos visuais, a Chapada Diamantina insiste em não ceder seu lugar de destaque frente aos demais.Lugar que ao relebrarmos, insiste em nos convidar para revê-los e se poder curtir o muito que ainda restou por se conhecer.
E isso vai acontecer, mas só depois do Parque Estadual do Jalapão(TO) talvez, e assim podermos confirmar o que tá descrito no recente "best seller" (1.000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer)
Um forte abraços para todos os amigos da STARK
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