Relato/ Raquel Arrais/ Raquel na Meia do Rio 2009


“Nossa, pense num clima gostoso em todos os sentidos! O céu estava parcialmente nublado, o que aliviava o temor geral de correr com sol quente. Eu que cheguei cedo, por volta das 07 hrs 15 min, e fiquei a duzentos metros da largada, acompanhei a chegada de inúmeros corredores. A alegria era contagiante. Tinha corredor que já chegava batendo palmas. Outros caminhavam para a largada dançando ao som da música da organização.

Era incrível, todos vinham sorrindo. Nos banheiros, filas imensas, mas a conversa rolava solta e o tempo passava rápido. Na largada, dava para se ter idéia da quantidade de participantes no evento! Parecia um show! Todos caminhando, bem devagar, até que pudessem começar a correr. Eu por exemplo, andei 15min, até o momento em que passei o chip, sinalizando que estava largando. Todos cantavam, pulavam e tentavam aparecer nas câmeras da Globo.

Após a largada, uma subida que pouco desgastava, diante de tantas crianças ao redor, em cima dos muros, e todas pediam um toque nas mãos e desejavam sorte aos gritos! Sem falar na paisagem maravilhosa! A animação dos cariocas estava presente em todos os trechos. Na orla, mais ou menos do oitavo ao décimo primeiro km, a platéia gritava, aplaudia e incentivava de ambos os lados, nas calçadas. O corredor tinha que ter juízo para não se empolgar tanto e forçar demais a ponto de não conseguir terminar bem.

Na parte que atravessa os túneis era um barato. Uma turma gritava o nome do time predileto, e o outro revidava e o eco nos fazia rir e não querer sair tão rápido. Os postos de abastecimento com água eram bem distribuídos, e sobretudo o posto com gatorade após o túnel no km 15, bem como a utilização de suplementos fazia crer que eu conseguiria concluir a prova, minha primeira meia.

O final era cruel! Eu fui psicologicamente preparada, mas, por volta do km 15, a gente passava ao lado da chegada, e assistia do outro lado, os amigos alcançando o km 20, e ainda tínhamos uns 5 a 6 km pela frente até o retorno rumo à entrega das medalhas.

No último quilômetro, em direção à chegada, a sensação de imenso prazer que me fez receber a medalha, já pensando na Meia do próximo ano”.

por Hamilton Nogueira
Artigo extraído de Jornal O Povo

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